Cleo Pires não titubeou nem mesmo com as perguntas mais desconcertantes feitas por um grupo formado por pessoas no espectro autista que participaram do quadro "Pode perguntar?", do Fantástico deste domingo (02). Sem papas na língua, a atriz, rasgou o verbo ao falar sobre a exposição de sua sexualidade, já tão criticada em outros momentos.
"Tinha uma época que eu pensava assim: ‘eu sou mulher, ocupo um espaço público, eu vou fazer algo de bom com isso’. E pensava que se eu falasse sobre o que é natural pra mim, que é ter uma vida sexual, que eu acho que a maioria das pessoas têm, seria algo libertador. Mas a gente vive numa sociedade bem reducionista, preconceituosa e machista, então eu senti que as pessoas ao invés de isso virar uma coisa legal, que tivesse libertando mulheres, estava só virando uma coisa das pessoas tentarem me reduzir", opinou.
"Então eu acho que acabou tendo uma influência sim na minha carreira, não positiva, e nos meus relacionamentos também. Muitos homens se aproximavam de mim já com as ideias erradas, confundindo as coisas, como muitos homens fazem por aí", disparou.
Antes de se casar com o atual marido, Leandro D'Lucca, Cleo Pires revelou ter percebido uma espécie de regra social velada vinda de algumas mulheres.
"Quando eu era solteira tinha um monte de mulher que me tratava mal e eu não sabia porquê. Eu sempre pensava que eu tinha feito alguma coisa que eu não lembrava. Mas quando eu casei essas mesmas pessoas começaram a me tratar bem. Se você é solteira, você é uma ameaça, mas se você é casada já podem te tratar bem, te trazer pra dentro do nosso círculo. É uma regra bem estúpida", lamentou a filha de Gloria Pires, que recebeu um dos maiores cachês da Playboy ao posar nua para a revista em 2010.